Desde cedo, a escrita me encanta. Ela me conduz para outras dimensões e, ao mesmo tempo, guarda a força de eternizar ideias, transformando-as em legado. Entre páginas de diários e cadernos, deixei fragmentos da minha jornada. Hoje, retomo meu blog como espaço para registrar minha luta e dar voz às minhas opiniões.”
Mulherio
Escrevo para registrar o que pulsa: minhas raízes, periféricas, a força das mulheres e os caminhos que abrem quando a vida insiste em florescer. Aqui compartilho reflexões, afetos e lutas que atravessam meu território e minha existência.
17/09/2025
12/03/2018

Periferia Viva
Simone Costa, tem 46 anos, mãe solo, 3 filhas, 1 neto, 2 ilhas (de 23 e 12 anos) que ainda dependem exclusivamente dela.
E assistente social por formação há 10 anos.
Atualmente encontra-se desempregada há 14 meses. Por esta razão, foi levada a desenvolver atividades no ramo de gastronomia. Trabalha com doces, salgados, tortas, bolos decorados e demais itens que compõe uma festa. Desta atividade com buffet, consegue sobreviver pagando aluguel, escola e demais despesas.
Esta é a realidade de muitas mulheres em nossa sociedade. Infelizmente, com o decorrer dos anos e com a efetiva destruição dos direitos sociais, as mulheres cada vez mais foram empurradas para o mercado de trabalho informal, visto que, nós mulheres já nos encontramos em condição de subalternidade na sociedade, frente ao crescimento do patriarcado, do machismo, que valoriza muito mais a mão de obra masculina.
O empreendedorismo feminino é uma saída para as situações de vulnerabilidade em que muitas mulheres se encontram, é necessário que haja mais investimentos nas políticas públicas especificas para as mulheres, para que nós possamos alcançar o protagonismo necessário e que merecemos e temos direitos.
Contrate Simone e contribua para uma sociedade com igualdade de gênero. Contato: 98858-3369.
|
01/03/2018
Territórios de dor, morte e exclusão.
Por: Leila Rosa Palheta.
Territórios de dor, morte, exclusão. A periferia brasileira é território que sofre com a discriminação de gênero e cor.
Todos os dias os jornais estampam execuções nas periferias do Brasil a fora. É fácil dizer que as mortes de nossos jovens pretos, pobres e periféricos aconteceram por que estavam envolvidos com o tráfico de drogas. Essa versão simplória que justifica tantos assassinatos, demonstra o quanto nossas vidas negras não importam para o Poder Público.
Pobre, negra e periférica são perfis que polícia utiliza para fazer abordagens vexatórias, pois temos a cor da morte, dos suspeitos; estamos sempre na beira do enfrentamento, na defensiva, em qualquer situação seremos acusados e julgados. A quem interessa exterminar o nosso povo?
O racismo cientifico já disse: que a maioria dos traficantes são pretos e periféricos. As cadeias são a prova disso, a comunidade carcerária em sua grande maioria é formada por jovens, pretos e periféricos.
Só não dizem que se algumas vezes nos tornamos reféns do tráfico é por causa da ausência de políticas públicas voltadas para a população periférica.
Por conta do racismo cientifico o Judiciário, que é formado por 80% de homens brancos e de clas
se média, julga a partir da cor. Assim ficamos reféns de um sistema racista, machista, homofobico e sexista.
O que fazer diante dessa guerra civil que a população negra e periférica vem enfrentando?
É preciso ganhar as ruas, temos aproximadamente um país formado por uma maioria de pessoas pobres e negras. Esse é o medo daqueles que são racistas, que não suportam que pobre e preto tenham seus direitos respeitados, fazendo justiça social, invertendo valores e investindo na educação de todos os povos, pois a verdadeira revolução acontece através da educação.
Somos um país de face negra. Segundo o IBGE, os negros (pretos e pardos) eram a maioria da população brasileira em 2014, representando 53,6% da população. Os brasileiros que se declaravam brancos eram 45,5%).
Esse dado deve ser motivo de orgulho e jamais de preconceito e de violência cotidiana, como hoje acontece.
A esses senhores que estão no poder, o que interessa é o crescimento desordenado da população, que será sempre uma mão-de-obra barata e subalterna. Por isso, não legalizam o aborto, pois nosso útero hospeda a futura massa trabalhadora, preta e pobre.
Mas a face negra, pobre e periférica do Brasil está ganhando consciência.
Estamos lutando.
Seremos invencíveis.
Bjus da Preta.
20/02/2018
Em construção.
Mulherio,
Logo estaremos pronto para que você possa acessar nossas postagens e contribuir.
Aguardem!
Bjus da Preta.
Eu voltei!
Desde cedo, a escrita me encanta. Ela me conduz para outras dimensões e, ao mesmo tempo, guarda a força de eternizar ideias, transformando-a...
-
Desde cedo, a escrita me encanta. Ela me conduz para outras dimensões e, ao mesmo tempo, guarda a força de eternizar ideias, transformando-a...
-
Periferia Viva Simone Costa, tem 46 anos, mãe solo, 3 filhas, 1 neto, 2 ilhas (de 23 e 12 anos) que ainda dependem exclusivamente dela. ...
-
Por: Leila Rosa Palheta. Territórios de dor, morte, exclusão. A periferia brasileira é território que sofre com a discriminação de gênero e...
