Mulherio

Escrevo para registrar o que pulsa: minhas raízes, periféricas, a força das mulheres e os caminhos que abrem quando a vida insiste em florescer. Aqui compartilho reflexões, afetos e lutas que atravessam meu território e minha existência.

17/09/2025

Eu voltei!

Desde cedo, a escrita me encanta. Ela me conduz para outras dimensões e, ao mesmo tempo, guarda a força de eternizar ideias, transformando-as em legado. Entre páginas de diários e cadernos, deixei fragmentos da minha jornada. Hoje, retomo meu blog como espaço para registrar minha luta e dar voz às minhas opiniões.”

12/03/2018


Creches



Você já conseguiu vaga para as crianças?
Creches
Já estamos em março, terceiro mês do ano de 2018, você conseguiu vaga em Creche para seu filho? Ou filhos?
Todos sabemos que as creches em Belém são insuficientes para atender toda a demanda existente.
Belém está entre as capitais com pior serviço de atendimento em creches públicas e apenas 8% das crianças de zero a três anos tem acesso ao serviço.
Segundo a SEMEC há apenas trinta e oito unidades de Educação Infantil em Belém que atende a faixa etária de zero a três anos.

A importância da Creche para a criança.

Além de oportunizar que as mães trabalhem fora/em casa, estudem, a creche também é importante na formação e interação da criança, contribuindo para seu crescimento educacional e formação futura. Quanto mais cedo uma criança começar a estudar, melhor será sua vida escolar.

E quando não há vagas disponíveis em creches, o que fazer?

“Creche é um direito da criança e obrigação do município”.
A Lei n°13.306/2016 altera o ECA e prevê que a Educação Infantil vai de 0 a 5 anos.
A Lei alterou esse inciso e estabeleceu que o atendimento em creche e em pré-escola é destinado às crianças de 0 a 5 anos de idade.
Caso o município não ofereça vagas em creches e pré-escolas, os pais/mãe da criança poderá exigir esse direito junto ao Poder Judiciário.
Assim o Poder Judiciário pode obrigar o município e se for necessário até pagar uma creche/escola particular para a criança, para que não haja perdas educacionais, conforme prevê o ECA e a Constituição Federal ( art 208, IV, da CF/88).
Por isso Mulherio, vamos nos organizar em grupos e lutar para que nossas crianças possam ter uma Educação de qualidade.

Bjus da Preta.

Leila Rosa Palheta.Você já


Periferia Viva


Simone Costa, tem 46 anos, mãe solo, 3 filhas, 1 neto, 2 ilhas (de 23 e 12 anos) que ainda dependem exclusivamente dela.
E  assistente social por formação há 10 anos.

Atualmente encontra-se desempregada há 14 meses. Por esta razão, foi levada a desenvolver atividades no ramo de gastronomia. Trabalha com doces, salgados, tortas, bolos decorados e demais itens que compõe uma festa. Desta atividade com buffet, consegue sobreviver pagando aluguel, escola e demais despesas.

Esta é a realidade de muitas mulheres em nossa sociedade. Infelizmente, com o decorrer dos anos e com a efetiva destruição dos direitos sociais, as mulheres cada vez mais foram empurradas para o mercado de trabalho informal, visto que, nós mulheres já nos encontramos em condição de subalternidade na sociedade, frente ao crescimento do patriarcado, do machismo, que valoriza muito mais a mão de obra masculina.
O empreendedorismo feminino é uma saída para as situações de vulnerabilidade em que muitas mulheres se encontram, é necessário que haja mais investimentos nas políticas públicas especificas para as mulheres, para que nós possamos alcançar o protagonismo necessário e que merecemos e temos direitos.
Contrate Simone e contribua para uma sociedade com igualdade de gênero. Contato: 98858-3369.


08/03 Dia Internacional da Mulher





DIA 08 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DA MULHER.
No dia 08/03 é comemorado o dia Internacional da Mulher, não é um dia só para comemorações, mas também um dia mundial de lutas contra toda forma de opressão e violência que nós mulheres passamos.
O Brasil sempre foi um país conservador, fomos o último a país a abolir a escravidão, só em 1932 a mulher pôde votar, foram vinte anos de Ditadura Militar e agora estamos novamente retrocedendo, estamos perdendo poucas conquistas que conseguimos com muita luta.
Nem uma conquista, nem um espaço nos foi dado, foi tudo fruto de organização, de luta e determinação, por isso é hora de irmos para as ruas, ocupar espaços, mentes e corações em defesa de nossos Direitos, por mais Democracia e igualdade de Gênero.

#ForaTemer
Leila Rosa Palheta.


01/03/2018

Territórios de dor, morte e exclusão.

Por: Leila Rosa Palheta.

Territórios de dor, morte, exclusão. A periferia brasileira é território que sofre com a discriminação de gênero e cor.
Todos os dias os jornais estampam execuções nas periferias do Brasil a fora. É fácil dizer que as mortes de nossos jovens pretos, pobres e periféricos aconteceram por que estavam envolvidos com o tráfico de drogas. Essa versão simplória que justifica tantos assassinatos, demonstra o quanto nossas vidas negras não importam para o Poder Público.
Pobre, negra e periférica são perfis que polícia  utiliza para fazer abordagens vexatórias, pois temos a cor da morte, dos suspeitos; estamos sempre na beira do enfrentamento, na defensiva, em qualquer situação seremos acusados e julgados. A quem interessa exterminar o nosso povo?
O racismo cientifico já disse: que a maioria dos traficantes são pretos e periféricos. As cadeias são a prova disso, a comunidade carcerária em sua grande maioria é formada por jovens, pretos e periféricos.
Só não dizem que se algumas vezes nos tornamos reféns do tráfico é por causa da ausência de políticas públicas voltadas para a população periférica.
Por conta do racismo cientifico o Judiciário, que é formado por 80% de homens brancos e de clas

se média, julga a partir da cor. Assim ficamos reféns de um sistema racista, machista, homofobico e sexista.
O que fazer diante dessa guerra civil que a população negra e periférica vem enfrentando?
É preciso ganhar as ruas, temos aproximadamente um país formado por uma maioria de pessoas pobres e negras. Esse é o medo daqueles que são racistas, que não suportam que pobre e preto tenham seus direitos respeitados, fazendo justiça social, invertendo valores e investindo na educação de todos os povos, pois a verdadeira revolução acontece através da educação. 
Somos um país de face negra. Segundo o IBGE, os negros (pretos e pardos) eram a maioria da população brasileira em 2014, representando 53,6% da população. Os brasileiros que se declaravam brancos eram 45,5%). 
Esse dado deve ser motivo de orgulho e jamais de preconceito e de violência cotidiana, como hoje acontece.
A esses senhores que estão no poder, o que interessa é o crescimento desordenado da população, que será sempre uma mão-de-obra barata e subalterna. Por isso, não legalizam o aborto, pois nosso útero hospeda a futura massa trabalhadora, preta e pobre.
Mas a face negra, pobre e periférica do Brasil está ganhando consciência. 
Estamos lutando. 
Seremos invencíveis.                        

 Bjus da Preta.

 

 

20/02/2018

Em construção.

Mulherio,
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Aguardem!
Bjus da Preta.

Eu voltei!

Desde cedo, a escrita me encanta. Ela me conduz para outras dimensões e, ao mesmo tempo, guarda a força de eternizar ideias, transformando-a...